A famosa “magoga” é a combinação de pão com frango, salada e maionese. Em tempos havia o “motorola”, uma versão reduzida que apenas incluía pão e frango frito desfiado. Agora os fornecedores do “mata-bicho” mais popular de Luanda acrescentam a salada, repolho, cenoura, picante e maionese. Com tão grande dimensão passou a “ Magoga”.
Edna Maria é vendedora de “mata-bicho” há três anos. Com a sua bancada, o fogareiro e uma frigideira, instala-se todos os dias, das 6h00 às 14h00, numa esquina no bairro Cassenda. Começou com as sandes simples, depois os “motorolas” e agora com as “magogas” e “chandulas”. A cozinheira explica o menu: “temos uma variedade de compostos, a chandula de queijo, fiambre e mortadela, a de ovo com salsicha e maionese, a de carne e a de chouriço. Mas a magoga é a que mais vende”.
O preço das “magogas” e das “chandulas” varia entre os 150 e os 250 kwanzas. Para complementar o composto que faz o pequeno-almoço de muitos luandenses, vem o famoso “ bebe me deixa”, um refrigerante com vários sabores, em garrafa de plástico. O nome parece incompreensível mas é fácil de explicar. Quem começa a beber o precioso líquido deixa rapidamente de engolir. A vendedora desconhece a origem dos nomes que vão surgindo para as sandes que atraem muitos clientes. O negócio por sinal rende muito bem. A procura cresce.
Por dia, Edna Maria faz 13 mil kwanzas, um valor que triplica o investimento. Francisco Dias sai de casa muito cedo, sem tempo para fazer a primeira refeição. Para não chegar atrasado ao serviço, opta por tomar o pequeno-almoço na rua, que é rápido e barato. Com uma “magoga” e um “bebe me deixa”, o jovem mata a fome. Por uma questão de higiene e saúde, a nutricionista Marlene Neto aconselhou os Luandenses a não consumirem as sandes vendidas nas ruas, porque podem causar danos à saúde.
A nutricionista apontou o dedo ao consumo excessivo das chamadas “ faítas” que têm a mesma composição das famosas magogas e chandulas.

in Jornal de Angola
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