A posta era de Montalegre. Tinha-a comprado há mais de um ano, estava esquecida no congelador, bem acondicionada num tupperware, ao ver a data que lá a tinha posto fiquei na dúvida entre deitar a carne fora ou cozinhá-la. Cresci e aprendi que deitar comida fora era pecado, não haviam datas de validade. As latas de conserva só estavam estragadas quando optavam, duravam anos!  A validade acabava quando os produtos sabiam mal e mesmo assim a manteiga comia-se na mesma rançosa (ainda hoje gosto de um leve sabor a ranço). 🙂 O azeite quando “ganhava” sabor ainda era melhor para a sopa, dava mais sabor com menos quantidade. Tudo era comprado em pequenas quantidades, avulso, sem plásticos, os sacos eram de uma espécie de papel pardo, que depois vinham para casa com o açúcar, com o arroz, com o feijão, com o café, ou com tudo o que fosse para transportar para casa, eram depois dobrados, guardados para noutro dia ensopar o óleo dos fritos.

A poluição era quase zero! Como hoje!?!?

Bem, voltando à carne descongelei-a estava com bom especto e lá foi para a frigideira.

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2 postas de carne (bifes altos e tenros)

Azeite no fundo da frigideira

2 folhas de louro

Sal grosso

 

Numa frigideira com o azeite bem quente deixe fritar o bife em lume alto, só vire a carne quando já estiver com as pontas tostadas. É um processo rápido, selar a carne, ela fica bem frita por fora e por dentro com aspecto de mal passada, mas, sem sangue.

A seguir deixei-a numa travessa e uns minutos antes de servir, leve a carne ao forno bem quente para aquecer, se gostar da carne bem passada, deixe-a ficar mais tempo.

A carne quando é boa só precisa de sal, mas neste caso apetecia-me um molho, não o tradicional com azeite e vinagre mas com manteiga, alho e limão. Estava uma maravilha.

Para acompanhar, umas migas de batata e uns marmelos fritos.

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