Creme de Camarão sem Eles

0 Posted by - 15/02/2017 - Marisco, Sopas

Creme de Camarão sem Eles

Nos primeiros anos da década de 70 ia com muita frequência ao café Raly, jantar nos sábados e almoçar aos domingos. Só para situar, o Café Raly ficava em Lisboa, mesmo em frente ao sítio onde veio a nascer, uns anos depois, o Elefante Branco, agora falecido. Tinha uns hambúrgueres que grelhavam numa placa e que iam virando com uma espátula. Uma novidade para mim e para os meus amigos! Púnhamos sempre montes de ketchup (outra novidade). Era o máximo! Adorava-mos!  Íamos sempre lá comer antes de ir para os bailaricos.

Mas antes do hambúrguer, comia sempre o creme de camarão. Era a outra especialidade, uma sopa de pacote servida com uns camarões pequeninos e uns cubos de pão torrado! Adorava! Gostava tanto que era como um ritual. Se assim não fosse o baile já não corria bem. Não me lembro de voltar a comer um creme de camarão tão cremoso e saboroso!

No domingo estava em casa da Isabel e, quando entrei na cozinha, iam deitar no lixo as cabeças e as cascas dos camarões cozidos que iam fazer companhia ao tamboril no caril. Ainda fui a tempo de conseguir salvar as cabeças e o resto para fazer o tal creme de camarão. Desta vez sem camarões e sem ser de pacote.

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Creme de Camarão sem Eles

1 Cebola picada

4 Dentes de alho laminados

2 Piripíris

3 Colheres de farinha de trigo dissolvidas em água fria

2 L de água a ferver

Cabeças e cascas de 1 kg de camarões

Sal grosso

Azeite

Numa panela pequena, ponha as cascas com a água por cima e deixe ferver durante uns 10 minutos.

Com a varinha, passe tudo até ficar num caldo. Passe depois por um passador de rede e leve de novo ao lume com a farinha, os alhos, o azeite e o sal.

Deixe cozer a farinha e volte a passar com a varinha para desfazer os alhos e alguns grumos que ficam da farinha mal dissolvida. Deixe ao lume por mais uns minutos e está pronta!

Era para ter feito uns cubinhos de pão frito mas como já estava toda a gente na mesa, peguei numas tostas empacotadas e parti-as com os dedos para uma tigela. Na altura de servir, deitei o creme num prato fundo com o pão por cima. Camarões? Nem vê-los. E também não precisava! Estava tão bom como o do Café Raly!

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