O Novo Restaurante Coelho da Rocha, na Coelho da Rocha em Campo de Ourique

0 Posted by - 22/02/2017 - Portugal, RESTAURANTES

O Novo Restaurante Coelho da Rocha, na Coelho da Rocha em Campo de Ourique

Durante muitos anos fui ao antigo Coelho da Rocha. Diziam que o proprietário tinha trabalhado no Gambrinus (uma referência de qualidade que todos usam quando por lá passam). E devia ser verdade pois o empadão de perdiz que faziam, não ficava em nada a dever ao original. As torradas em pão de centeio com manteiga, como no Gambrinus, eram de comer e chorar por mais. Já para não falar do presunto cortado na hora e os queijos, curado e amanteigado, que às vezes faziam o favor de me dispensar para levar para casa.

Lá, no Coelho da Rocha, comiam-se pratos como o empadão de perdiz, a pescada frita com arroz de grelos, o peixe assado no forno, o bacalhau à Gomes de Sá e outras coisas que já não me lembro. Uma lista curta mas com comida fresca de alta qualidade e cozinhada como se fosse pela nossa mãe ou avó. Os empregados eram muito simpáticos e as refeições corriam sempre bem e estava quase sempre cheio. A partir de uma certa altura, foi definhando na clientela e não se aguentou, fechou.

Voltou a abrir com nova gerência, que já era proprietária de outro restaurante no bairro. Fizeram obras, está mais contemporâneo e a oferta está completamente diferente, com uma série de petiscos de um lado da carta e os pratos do dia do outro, à base de grelhados. Andava para lá ir há uma série de tempo. Estava na expetativa que tivesse alguma coisa a ver com o defunto! Até que me resolvi a ir. Tal como o outro restaurante dos mesmos donos, é sempre muito difícil arranjar mesa sem marcar. Logo para o primeiro impacto, não tinha mesa. Depois, simpaticamente, arranjaram-me uma na sala de entrada e, logo de seguida, por sorte, fiquei com uma mesa na salinha do fundo, mais acolhedora.

Com tantos petiscos, claro que optei por eles! Começaram por pôr na mesa um pratinho de presunto saboroso, mas daquela parte da perna que não se consegue mastigar tudo. Um pouco nervoso talvez. As empadinhas de galinha feitas com massa folhada, eram banais comparadas com as outras em Alvalade. As favinhas com chouriço estavam boas, com menos linguiça, não se perdia nada. Os ovos mexidos com trompetas da morte, estavam muito bons! O pica pau do lombo estava ótimo, na carne e no sabor. Para fechar, dividimos um bolo de chocolate que também estava muito bom.

O Novo Restaurante Coelho da Rocha, na Coelho da Rocha em Campo de Ourique

Gostei e, como na semana seguinte tinha um jantar de aniversário, resolvi marcar mesa para seis. Desta vez as coisas não correram tão bem!

Com marcação de mesa feita com mais de 6 dias de antecedência e, pela conversa era o primeiro, tinham reservado para mim a primeira mesa junto à porta. Claro que reclamei de imediato! O frio entrava assim que abriam a porta e não percebia como me tinha calhado aquela mesa com uma marcação tão antecipada.

Como desculpa acabaram por me explicar que, como eu não tinha pedido nenhuma mesa em especial, optaram por me dar a pior! Critérios!!!

A partir daqui, o jantar já não me ia cair bem!

Como da outra vez, optei pelos petiscos. Democraticamente fui eu que escolhi para todos na mesa. Antes de pedir, puseram as empadas, uns rissóis e uns cogumelos recheados, muito saborosos. De seguida, e a pedido, veio o choco frito e as pataniscas de polvo, com maionese ao lado para molhar os moluscos. Umas gambas à Guilho com cabeça (parecem mais, enchem o prato e há quem goste de as comer). Um polvo à galega como nunca tinha comido, tão mau que até doía! Não sabia a nada e nem com sal grosso melhorou. Não percebi! Acabámos como da outra vez, com o pica-pau igual ao outro, muito bom!

Nos doces, têm um que para mim é o rei de todos os bolos conventuais, o Fidalgo. Que saudades daquele que o Manel fazia nos primeiros tempos da Charcutaria, com umas placas finíssimas sobrepostas e recheadas com montes de ovos moles. Cada fatia tinha para ai 10 gemas. Uma delícia! Este, é mesmo este! Nem lhe chega aos calcanhares. As placas grossíssimas e rijas, parca em ovos moles. Um fidalgo mas teso! Não provei o pudim nem a sericaia mas também não ouvi reclamações. Voltei a comer o bolo de chocolate, continuava igual ao outro, muito bom. Bebemos 3 garrafas de Soalheiro, espetacular.

O serviço (tirando a mesa) foi muito atencioso, a tratarem-me sempre pelo nome.

Talvez lá volte um dia. Quem sabe?

O Novo Restaurante Coelho da Rocha, na Coelho da Rocha em Campo de Ourique

O Novo Restaurante Coelho da Rocha, na Coelho da Rocha em Campo de Ourique

O Novo Restaurante Coelho da Rocha, na Coelho da Rocha em Campo de Ourique

O Novo Restaurante Coelho da Rocha, na Coelho da Rocha em Campo de Ourique

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