Papa Figos II e o Angus

0 Posted by - 13/12/2016 - Portugal, RESTAURANTES

Papa Figos II

Voltei a jantar no Papa Figos. Jogava o Porto com o Sporting. Desta vez o restaurante não estava muito cheio. O dono, como da outra vez, muito simpático, lá nos foi explicando prato a prato.

Desta vez optámos pela carne: Magret de Pato e Bife à Vítor Pinto. Embora não goste de pato, provei e gostei! Vinha acompanhado de batatas a murro, espargos, um molho de manteiga com sumo de laranja e pera bêbeda em puré.

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O Bife era angus*, angus? De angústia? Bife da vazia! Estava ótimo! Vinha com legumes e um puré de batata com amêndoa torrada por cima. Gostei!

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Acabámos com uma mousse de chocolate com pralinê de amêndoa e um shot de Ginja que deitei por cima da mousse. Estava ótima!

Voltei a gostar! Continuam muito simpáticos mas  desta vez menos atentos. À saída, o dono veio à porta e, muito à vontade, despediu-se com um beijo. De mim não, claro!!!

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*Segundo a net, o angus é uma raça bovina, de origem escocesa, que vem sendo estudada e modificada geneticamente desde 1800. Isto é bom ou é mau? Também li um comentário do Supermercado dos Pingos que diz que a carne de angus nacional, que eles vendem, provém de novilhos que crescem em pastos verdes. A sua alimentação é feita à base de forragens locais, onde predominam os milhos, as azevéns** (azevéns?), os trevos, as gramíneas e as leguminosas. Isto dá à carne angus as suas características únicas.

**Azevém é uma planta herbácea da família das Gramíneas. É uma planta espontânea em Portugal, que também é cultivada e utilizada como forragem, sendo uma das suas várias espécies conhecida por erva-castelhana. Perceberam? Muito bom! Estou esclarecido!!! Sem azevéns não havia angus!

 

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Restaurante Papa Figos em Torres Novas

Andei lá na Escola Industrial, acabada de inaugurar. Rapazes para um lado e raparigas para o outro, nada de misturas. Já lá vão uns anos! Tinha vindo de Torres Vedras onde tinha acabado o ciclo preparatório.

Com 13 anos, e dos cursos que haviam, escolhi o menos mau: Serralheiro Mecânico! Uma desgraça nas oficinas, não tinha jeito nenhum para aquilo! Pôr um bocado de ferro em bruto à esquadria com uma lima e um esquadro era uma tarefa quase impossível! Lima aqui, lima ali e o esquadro sempre torto! A somar o meu jeito para a coisa, era o facto de estar a morar sozinho num quarto alugado com pensão completa. No final do segundo período já estava chumbado. O meu pai tratou logo do assunto! Fui para a terra ajudar os meus pais a regar o pomar. Acabou assim a minha rápida passagem por Torres Novas!

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Papa Figos em Torres Novas

Voltei ao Restaurante Papa Figos, da outra vez tinha gostado mas não me tinha enchido as medidas. Desta vez gostei bastante! Do que conheço no Ribatejo não há nada parecido!

Numa das zonas novas de Torres Novas, numa vivenda com salas para fumadores e não fumadores, num ambiente moderno com peças rurais, serve uma comida criativa, moderna e com os frutos secos da região.

Começámos com uma entrada de azeitonas, 2 patês e umas tostas de pacote. Gostei do patê de maionese com ovo cozido!

Como tinha passado mal a noite e tinha andado enfartado todo o dia, optei por não comer carne. Vieram por isso dois bacalhaus para partilhar, que apareceram já divididos da cozinha em quantidade muito generosa.

Primeiro apareceu o Revuelto de bacalhau. Revuelto, revuelto? Lembrei-me de Espanha. Espanha, uevos? Uevos mexidos. Mas não! Os revueltos eram assim uma espécie de roupa velha com bacalhau, couve tronchuda*, pão, batata com casca, coentros e o caldo de cozer o bacalhau que me pareceu temperado à Bulhão de Pato.

Muito saboroso! Com todos os elementos do prato a notarem-se perfeitamente! Só não percebi de onde vinha o toque ligeiramente ácido (bom) no início de cada garfada.

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Bacalhau à Papa Figos

Agora já estava cheio! A intenção com o prato a seguir era só de provar! E assim não foi! Comi tudo!

Uma posta do lombo do Bacalhau confitada em azeite e cebola, com crosta de frutos secos a cobrir, acompanhado de um puré de grão com uma passa de figo em cima. Muito bom!

O feijão verde que eu não gosto fora da época, também estava ótimo! Tudo regado com bastante azeite. Chamei-lhe um figo!!!

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A sobremesa já não era para comer mas estava lá um leite creme com figo e anis, queimado na altura, que me despertou a curiosidade! Acabei por comer tudo. Saí de lá quase a rebolar! Gostei! Vou voltar!!!

Como tinha de pegar no carro para voltar para a terra, bebi um Verde Alvarinho da Quinta da Aveleda. Não é nada do outro mundo, mas soube bem a acompanhar o jantar!

O serviço foi muito atencioso e simpático!

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*Para quem não sabe o que é uma couve tronchuda junto uma descrição tirada do site: www.loja.jardicentro.pt

A “Couve Tronchuda Portuguesa” ou “Couve Cedo-Vem” é uma Tronchuda Temporã que aparece antes de tempo e se reproduz com facilidade. As Couves Tronchudas são uma variedade de couves tradicionais bastante cultivadas em Portugal e muito apreciadas em culinária. São baixas e de talos carnudos!

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