Um fim de semana gastronómico diferente entre o Porto e Gaia

0 Posted by - 04/01/2013 - HISTÓRIAS, Portugal, RESTAURANTES

A Flor dos Congregados

Grafe e Faca um fim de semanaGosto muito do Porto. Da sua arquitectura, das pessoas, do comércio e dos restaurantes, como é óbvio.
Noutro dia fui lá com uns amigos fazer um fim-de-semana gastronómico. Chegámos na sexta-feira de propósito para jantar uns filetes de polvo.

Um fim de semana gastronómico diferente entre o Porto e Gaia

O António tem lá um amigo dos tempos da guerra do Ultramar que tem um restaurante “diferente”, a Flor dos Congregados. Bem na zona antiga, o restaurante é lindíssimo, todo em granito, a comida é normal, mas o que é realmente diferente, é o dono. O Barbosa, o homem é um espectáculo, de ir às lágrimas.

A maneira como trata os clientes é exemplar. Portugueses, só nós quatro, um casal italiano, 3 amigos alemães, 4 francesas e um casal português que se sentou na esplanada e que o Barbosa, aos gritos cá de dentro e julgando que eram estrangeiros, lhes dizia bem alto: “se te queres sentar na esplanada, vai para a praia!”, até que o cliente lá entrou a falar português e a pedir satisfações, mas o Barbosa tinha razão! Ninguém se senta à mesa – mesmo de inverno -, numa esplanada de gorro na cabeça.

Com os alemães entendia-se em Português, só comiam o que ele queria, no meio de montes de asneiras, algumas preciosas como estas: “estes c******** pensam que vêm para cá gozar com o pessoal, o filho da p*** sabe lá o que é bom, vai mas é comer uma maçã assada!”, e por aí além, e eles, riam-se muito.

Era a segunda noite que as quatro amigas francesas lá iam, todas animadas. O Barbosa sentou-as ao nosso lado e começou logo no seu tratamento familiar: “então ó minhas p****, outra saladinha? Estas vacas gastam o dinheiro noutros lados e aqui só comem salada!” Elas riam-se muito, o homem tem graça e com jeitinho deu duas palmadas nas costas duma delas, que a mulher ia fazendo um pião, em francês.

Ao casal Italiano e sempre a falar em português, obrigou-os a pagar o Vinho do Porto que lhes ofereceu quando se sentaram, sim, que na terra deles ninguém dá nada a ninguém: “tive de os ameaçar, não queriam pagar!”

Muito bom, adorei o restaurante, fartei-me de rir, porque ele é amigo do meu amigo.
Já sabe: se for ao Porto não falhe, vá à Flor do Congregados e divirta-se à grande!
Ah! E a comida? Neste caso é uma questão secundária.

 

Pedro dos Frangos

 

No Sábado de manhã fomos à feira das velharias e no regresso perdemo-nos numa loja de artigos de cozinha, e quando saímos já era tarde.
Em frente, a Casa das Febras, tinha bicha à porta, o que eu não sabia é que é uma casa afamada no Porto, sempre cheia.
Como não tenho paciência para esperar, entrámos na porta ao lado, numa churrascaria – O Pedro dos Frangos, mesmo ao lado. Adorei o frango, era óptimo e as batatas fritas também.

Não há dúvida para comer bem tenho de ir ao Porto!

 

 

 

Presuntaria Transmontana

Sábado, o Tózinho ofereceu-nos o jantar na Presuntaria Transmontana. Ele já lá tinha estado e tinha gostado muito. Marcámos mesa, deixámos o carro no Porto junto à Ribeira e fomos a pé pela ponte D. Luís.
Um passeio lindíssimo. Gaia vista do Porto é muito bonita, mas o Porto visto de Gaia é espectacular!
A Presuntaria, tem muita fama por aquelas bandas, o conceito é igual a tantos outros: muitas entradas; comemos um presunto de entrada, estava bom, e de seguida um prato típico Transmontano: Cataplana de Porco com Amêijoas
Pedir em Gaia, num restaurante Transmontano, um prato Alentejano, numa Cataplana Algarvia, é o mesmo que dizer que estávamos a pedi-las.
A Cataplana não era Cataplana, era uma frigideira com uma tampa, a carne de porco não era carne de porco, eram aparas do reco, muito pequenas, guisadas numa molhenga aguada com as amêijoas e umas batatas fritas aos cubos ensopadas no molho.
Mau demais para ser verdade!
Salvaram-se os doces mais pela quantidade que pela qualidade.
Os empregados simpáticos qb.
Mal por mal, prefiro o Barbosa, sou maltratado mas divirto-me à brava!

 

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